Biologia e Geologia na Escola

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Mais próxima a produção de electricidade a partir de microorganismos

Posted by BG em 26/05/2011

Um grupo de cientistas da Universidade de East Anglia e do Laboratório Nacional americano do noroeste do Pacífico, descobriram a estrutura exacta pela qual os microorganismos libertam pequenos impulsos eléctricos para o exterior. Esta descoberta pode traduzir-se no futuro, na utilização destas bactérias para produção de energia.

“Todos os seres vivos geram electricidade”, refere Tom Clarke, líder do estudo. “Por exemplo os humanos, usam electricidade para manter os seus corações a bater e os cérebros a funcionar.”

As bactérias têm nas suas paredes celulares fios microscópios para “descarregarem o excesso de electricidade. Se têm uma acumulação de carga então tudo pára, desde alimentação à respiração”, refere.

Fonte: Naturlink

A descoberta da estrutura exacta da bactéria Shewanella oneidensis e especialmente, da dimensão dos fios microscópios permitirá aos cientistas desenhar eléctrodos adequados de forma a aumentar a eficiência do processo. Segundo os cientistas, o uso das bactérias terá de ser 100 a 1000 vezes mais eficiente.

Este estudo, financiado pelo Conselho de Biotecnologia Britânico e pelo Departamento de Energia norte-americano, foi um grande passo na direcção do aproveitamento de energia das bactérias contudo, pode ainda demorar uma década para que os microorganismos sejam uma fonte de energia viável.

“Estas bactérias não precisam de combustíveis ricos em energia. Podem usar manchas de petróleo, óleos usados… e degradá-los ao mesmo tempo que produzem energia”, sublinha Clarke.

Estas bactérias poderão ser usadas em células de combustível alimentadas por águas residuais ou composto. Por outro lado, poderão ser utilizadas como agentes de limpeza de poluição de petróleo e até mesmo urânio.

“Nas centrais nucleares, as bactérias poderiam separar o urânio das águas residuais.” Os microrganismos podem no futuro serem requisitados para limpar acidentes como o que ocorreu em Março em Fukushima.

Este estudo foi publicado na revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences.

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