Biologia e Geologia na Escola

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Descoberta que contradiz teoria de Einstein intriga cientistas

Posted by BG em 27/09/2011

Os cientistas estão intrigados com os resultados obtidos por investigadores do Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN), em Genebra, Suíça, que afirmam ter descoberto partículas subatómicas capazes de viajar mais rápido que a velocidade da luz.

As conclusões desta experiência, denominada por  Opera Collaboration, estão a ser  cuidadosamente analisadas por outros cientistas. Um dos pilares da física atual, que é descrita por Albert Einstein na sua teoria da relatividade, é que a velocidade da luz é o limite a que um corpo pode viajar. Até agora nunca tinha sido possível encontrar uma partícula capaz de exceder a velocidade da luz.

Fonte: Naturlink

“Tentamos encontrar todas as explicações possíveis para esse fenómeno. Queríamos encontrar erros, erros triviais, erros mais complicados, efeitos indesejados, mas não os encontramos”, disse um dos autores deste estudo, Antonio Ereditato, ressaltando a cautela do grupo em relação às suas próprias conclusões.

Um feixe de neutrinos, partículas elementares da matéria, percorreu os 730 quilómetros que separam as instalações do Centro Europeu de Investigação Nuclear (CERN), em Genebra, do laboratório subterrâneo de Gran Sasso, no centro de Itália, a 300,006 quilómetros por segundo, ou seja, uma velocidade superior em seis quilómetros por segundo à velocidade da luz.

Ao longo da experiência a equipa percebeu que este feixe de neutrinos chegava ao seu destino final alguns bilionésimos de segundo abaixo do tempo que a luz levaria para percorrer a mesma distância. A medição foi repetida 15 mil vezes, alcançando um nível de significância estatística que, nos meios científicos, pode ser classificada como uma descoberta formal. No entanto, os cientistas entendem que erros sistemáticos, oriundos, por exemplo das condições em que a experiência foi realizada ou da calibração dos aparelhos, poderia levar a uma falsa conclusão a respeito da superação da velocidade da luz.

Os neutrinos são partículas sub-atómicas de muito difícil deteção porque sua interação com a matéria é muito fraca e a sua massa é muito pequena. Os neutrinos formam-se em processos de desintegração da matéria, como quando o hidrogénio é convertido em hélio no interior do Sol. Era já sabido que os neutrinos viajam a velocidades próximas da da luz. Estas partículas existem em diversas variedades, e experiências recentes observaram que estas partículas são capazes de mudar de um tipo para outro.

“O meu sonho é que outra experiência independente chegasse à mesma conclusão. Não estamos a afirmar nada, e pedimos a ajuda da comunidade para entender estes resultados, porque as consequências podem ser muito sérias”, afirmou  Antonio Ereditato.

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