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Todos os sistemas solares têm as órbitas dos seus planetas alinhadas

Posted by BG em 14/04/2012

As órbitas dos planetas dos sistemas solares espalhados por todo o Universo estão alinhadas, tal como acontece no nosso sistema solar – concluiu uma equipa de cientistas do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto e do Observatório de Genebra, na Suíça.

Se colocássemos o Sol no tampo de uma mesa, todos os planetas que o orbitam também estariam em cima do tampo. Não andariam uns por baixo do tampo e outros muito acima. Com os planetas de outros sistemas solares passa-se então o mesmo.

A equipa chegou a este resultado depois de analisar dados recolhidos com um telescópio em La Silla, no Chile, onde está instalado um instrumento de procura de planetas noutros sistemas solares, ou extra-solares, através da detecção de pequenas variações na velocidade de uma estrela provocadas pelo movimento desses planetas à sua volta. Esse instrumento, o Harps, é capaz de detectar variações até um mínimo de quatro quilómetros por hora na velocidade de uma estrela, a rapidez com que normalmente uma pessoa caminha.

Além deste método, a procura de planetas extra-solares faz-se pelo método dos trânsitos, que consiste na medição da diminuição da luz de uma estrela devido à passagem de um planeta à sua frente. O problema é que o método dos trânsitos exige que o planeta a descobrir e a estrela que orbita estejam exactamente na linha de visão do observador, enquanto no outro método um planeta pode ser detectado mesmo quando a sua órbita está inclinada em relação à nossa linha de visão.

Neste trabalho – que será publicado na revista Astronomy&Astrophysics, e inclui o suíço Michel Mayor, o chefe da equipa que descobriu o primeiro planeta extra-solar, em 1995 – simularam-se 100 milhões de sistemas planetários, tendo em conta as características já observadas pelo Harps e com várias inclinações das órbitas dos planetas. Os resultados dessas simulações foram depois comparados com as observações do satélite Kepler (da agência espacial norte-americana NASA), que caça planetas pelo método dos trânsitos.

Desta comparação concluiu-se então que as órbitas dos planetas estão inclinadas menos de um grau entre si, refere um comunicado do Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP). Ora, o alinhamento dessas órbitas no mesmo plano reforça a ideia que os planetas se formam num disco de matéria em redor das estrelas. Mais tarde, podem ocorrer fenómenos que forcem os planetas a saltar para outras órbitas, como a proximidade de outras estrelas ou a interacção entre planetas dentro do mesmo sistema solar, mas os encontros violentos entre planetas são muito raros. “A ordem que encontramos no nosso sistema solar é, afinal, uma regra”, diz o comunicado, acrescentando que esta conclusão é importante para compreender a formação e evolução dos planetas extra-solares.

“Estes resultados mostram-nos que a maneira como o [o nosso] sistema solar se formou deve ser comum. A sua estrutura é a mesma que a dos sistemas planetários que estudámos, isto é, com os planetas a orbitar todos aproximadamente no mesmo plano”, comenta o primeiro autor do artigo, Pedro Figueira, do CAUP, citado no comunicado.

Fonte: Jornal Público

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