Biologia e Geologia na Escola

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Posts Tagged ‘Celulas’

Proteína ajuda a impedir que os cromossomas se colem.

Posted by BG em 14/09/2010

As extremidades dos cromossomas funcionam como relógios das células. A cada divisão, estas estruturas chamadas telómeros vão diminuindo de tamanho até ficarem demasiado pequenas para manter a coerência da molécula. Se tudo correr bem, a célula morre.

Os telómeros, por serem o fim do cromossoma, podem ser confundidos com ADN “quebrado” e serem colados, originando grandes cromossomas. Uma equipa do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), em Oeiras, identificou uma proteína que ajuda a impedir este processo. A descoberta é publicada hoje na revista Nature.

Os cromossomas em forma de X que estamos habituados a ver só existem quando a célula se divide, grande parte do tempo a molécula é uma serpentina esticada com o ADN e proteínas ligados, chamada cromatina.

Quando o ADN sofre acidentes, há um grupo de proteínas que restaura os cromossomas partidos numa série de reacções. Durante este processo a divisão celular é obrigada a parar. Se isso acontecesse aos telómeros teríamos vários cromossomas colados uns aos outros, o que originaria o caos nas sucessivas divisões, com cromossomas a mais numas células e a menos noutras.

Fonte: Jornal Público

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Grávida Transmitiu Câncro

Posted by BG em 18/10/2009

GravidaDuas questões intrigavam há décadas os especialistas: podia uma mãe transmitir um cancro ao seu bebé ainda por nascer, através da placenta, como se de um contágio se tratasse? E se assim fosse, como é que as células cancerosas da mãe não eram imediatamente reconhecidas como estranhas pelo sistema imunitário do feto e eliminadas?

O trágico caso de uma japonesa de 28 anos veio demonstrar, pela primeira vez, que uma tal transmissão é possível e resolver o enigma. A mulher, aparentemente saudável, tinha dado à luz uma menina aparentemente saudável. Porém, a mãe acabaria por morrer, um mês e meio após o parto, de uma leucemia aguda. E, passados 11 meses, a menina dava entrada no hospital com um inchaço na bochecha: um linfoma. A criança, hoje com três anos, encontra-se em remissão.

Desde meados do século XIX conhecem-se 17 casos de provável passagem de metástases da mãe para o feto, explicam Takeshi Isoda, da Universidade Médica e Dentária de Tóquio, Mel Greaves, da Universidade de Londres, e colegas, na revista Proceedings of the National Academy of Sciences. Mas agora provou-se, escrevem, “sem qualquer ambiguidade, que o cancro do bebé é de origem materna”.

Os cientistas compararam o perfil genético das células de ambos os cancros e concluíram que eles eram, de facto, idênticos. Mas não houve aqui transmissão para os genes da filha de uma mutação genética responsável pelo cancro da mãe. O que se verificou foi uma transmissão directa das células cancerosas da mãe, durante a gravidez.

Os investigadores quiseram perceber como as células cancerosas tinham conseguido sobreviver e proliferar num outro corpo – e descobriram que, nessas células, um troço de DNA associado à identidade imunitária estava ausente, o que as tornava virtualmente invisíveis para o sistema imunitário da menina.

“Estamos satisfeitos por termos resolvido este velho mistério”, disse Greaves, citado pela BBC News. “Mas queremos deixar claro que este tipo de transferência mãe-filho do cancro é raríssimo e que as hipóteses de uma mulher grávida vir a transmitir um cancro ao seu futuro bebé são muito remotas.” Peter Johnson, médico da Cancer Research UK, citado pelo mesmo site, salientou, por seu lado, tratar-se de “resultados muito importantes, uma vez que confirmam que para crescer o cancro precisa de enganar o sistema imunitário, o que permite esperar que seja possível desenvolver novos tratamentos” para explorar as capacidades de alerta imunitária do organismo humano.

Fonte: Jornal Público

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Serão as Células-Tronco o futuro?

Posted by BG em 14/10/2009

Celulas-TroncoParece improvável, pelo menos num futuro próximo, que consigamos reconstruir-nos com células-tronco. Mas sim, está previsto que se consiga, a breve prazo, curar doenças até agora incuráveis, como o cancro, a diabetes ou o Parkinson.
O tipo de acção que as células-tronco podem realizar é, como é sabido, a sua especialização (convertem-se) em qualquer um dos tipos celulares normais, podendo assim substituir células danificadas no organismo.

O maior problema no desenvolvimento dos estudos com células-tronco assenta no conflito ético que supõe a utilização, fundamentalmente de embriões humanos, para a obtenção de células-tronco, sendo depois estes necessariamente redesenhados.

Este facto conduziu a que George Bush, em 2001, proibisse nos Estados Unidos o financiamento, com fundos públicos federais, a investigações com células-tronco, o que contribuiu para travar o desenvolvimento destes estudos.

Surgia há uns dias uma alternativa que trazia a esperança a muitas pessoas que dependem de uma evolução nestas investigações para poder curar-se: cientistas escoceses e canadianos publicaram um estudo na revista Nature, no qual expõem a descoberta de um processo para converter, de forma segura, outros tipos de células normais em células-tronco. Já antes se tinham obtido progressos em investigações deste género, mas para a transformação em células-tronco utilizavam-se vírus, para introduzir os genes necessários nas células. Claro que isto trazia alguns riscos acrescentados como a introdução de potenciais agentes cancerígenos, ou danificar o próprio DNA celular. 

O estudo agora publicado indica que só será necessário introduzir quatro genes, e que os mesmos são retirados uma vez finalizado o processo.

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