Biologia e Geologia na Escola

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais – Biologia e Geologia

Posts Tagged ‘Evolução’

Dinossaurios Tinham Penas Laranja, Pretas e Brancas

Posted by BG em 28/01/2010

O.K., os dinossaurios tinham penas, pelo menos alguns deles, e eram mesmo aparentados com as aves. E de que cor eram as penas deles? Ninguém sabia de que cores se pintavam estes bichos, mas agora fósseis descobertos na China revelam pela primeira vez os padrões do casaco de penas de duas espécies.

O terópode “Sinosauropteryx”, um pequeno dinossaurio bípede que vivia há cerca de 125 milhões de anos, tinha anéis alternados de laranja e branco, até à cauda, e a ave primitiva “Confuciusornis” tinha manchqas de branco, vermelho e castanho alaranjado ao longo do corpo. Os cientistas, que relatam esta descoberta na revista “Nature”, chegaram a estas conclusões estudando dois tipos de melanosomas, organelos de cor que estão no interior da estrutura das penas e do cabelo nas modernas aves e mamíferos, e são responsáveis pelos tons de negro, cinzento e as várias paletas de laranja e castanho.

Estas melanosomas foram descobertos em penas de numerosos fósseis de aves e dinossauros encontrados na China – onde se encontram jazidas preservadas em excelentes condições e se fizeram descobertas muito importantes para ajudar a compreender a história dos dinossaurios.

Fonte: Jornal Público

Leia o resto deste artigo »

Posted in Notícias | Com as etiquetas : , , , , , , , | Leave a Comment »

Primeiros animais de quatro patas

Posted by BG em 11/01/2010

As pistas foram descobertas no sul da Polónia. Pegadas que se estendem por mais de dois metros, de patas dianteiras e traseiras, datadas de há 395 milhões de anos, podem ser a prova de que os primeiros animais com quatro patas chegaram 18 milhões de anos antes do que se pensava. A descoberta é publicada na edição desta semana da revista “Nature”.

Para que se tenha uma ideia do tempo em que estes animais de quatro patas viveram, o diário espanhol “El País” dá uma referência: os dinossauros extinguiram-se há 65 milhões de anos. E os primeiros hominídeos chegaram há cinco milhões. Isto leva Grzegorz Niedzwiedzki, da Universidade de Varsóvia a defender que a ciência deveria repensar que a transição da locomoção dos primeiros animais do arrastamento para as quatro patas aconteceu muito antes. E isso revoluciona tudo o que se sabe sobre a ecologia e as condições ambientais desta transição.

Estes animais, cujas pegadas foram só agora reveladas, mediriam entre 40 e 50 centímetros. As pegadas têm entre 15 e 26 centímetros e viveram no período Devoniano, há cerca de 416 a 359 milhões de anos.

As pistas de pegadas foram encontradas marcadas em terrenos pantanosos, o que faz crer estes animais podiam deslocar-se nadando, mas também se movimentavam andando no fundo da lagoa que ali terá existido.

Fonte: Jornal Público

Posted in Notícias | Com as etiquetas : , , , | Leave a Comment »

A Nossa Mais Antiga Antepassada

Posted by BG em 05/10/2009

ArdiApresento-vos a Ardi, a nova mais antiga antepassada dos Homens 

 Há muito, muito tempo, a região de Afar, no que é hoje a Etiópia, perto da actual aldeia de Aramis, 230 quilómetros a nordeste da capital Addis Abeba, era um autêntico paraíso. Uma paisagem de floresta esparsa, onde corriam cascatas de água doce, com zonas densamente arborizadas, mas também com grandes extensões de pradaria. Na floresta havia palmeiras, abundavam as figueiras e os lódãos. Era um mundo povoado de caracóis, mochos, papagaios e pavões – e ainda de ratos, morcegos, ouriços-cacheiros, hienas, ursos, porcos, rinocerontes, elefantes, girafas, macacos e antílopes. Também aí, entre os seus, vivia Ardi, uma fêmea de hominídeo primitivo. Pesava uns cinquenta quilos e media cerca de um metro e vinte. Vivia em grupo, criava os filhos e foi aí que morreu… há 4,4 milhões de anos.

O primeiro fragmento dos seus restos fossilizados – um molar – foi descoberto há 17 anos por Gen Suwa, da Universidade de Tóquio, e anunciado em 1994 na revista Nature. A seguir, entre 1994 e 1997, o resto do esqueleto (só parcialmente recuperado), em mau estado e muito fragilizado e disperso, com o crânio esmagado, foi minuciosamente libertado pelos paleontólogos dos sedimentos onde se encontrava prisioneiro. Mais de 125 fragmentos ósseos de Ardi foram assim postos a nu: crânio, dentes, braços, mãos, pélvis, pernas, pés. E também ossos de pelo menos mais 36 indivíduos da mesma espécie que esta fêmea de Ardipithecus ramidus, deste “símio do chão” (ardi, em Afar, significa “chão”). E ainda milhares de ossos de dezenas de animais e de plantas, que permitiram reconstituir, com um pormenor sem precedentes, o habitat de Ardi e dos seus congéneres.

Fonte: Jornal Público

Leia o resto deste artigo »

Posted in Notícias | Com as etiquetas : , , , , , | 1 Comment »