Biologia e Geologia na Escola

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Posts Tagged ‘Parasita’

Parasita consegue “manipular” o comportamento de ratinhos

Posted by BG em 16/03/2012

Quando os ratinhos, que têm naturalmente muito medo dos felinos, têm cistos no cérebro devido a uma infecção crónica pelo parasita Toxoplasma gondii, começam a andar mais depressa e durante mais tempo… e o medo de serem caçados diminui. Este autêntico jogo do gato e do rato virado do avesso – e cujos cordelinhos são literalmente puxados por um microorganismo – foi agora revelado por Cristina Afonso e Vítor Paixão, da Fundação Champalimaud, e foi nesta quarta-feira à noite publicado online na revista de livre acesso PLoS ONE.

O Toxoplasma é um protozoário capaz de infectar todos os mamíferos, mas cujo hospedeiro final são os felinos, onde se reproduz de forma sexuada (nos roedores, hospedeiros intermédios, reproduz-se por clonagem). Ora, se os ratinhos se tornarem mais aventureiros, os gatos apanham-nos mais facilmente, aumentando as chances de o parasita conseguir infectar o seu hospedeiro final.

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Uma mosca parasita é mortal para as abelhas

Posted by BG em 11/01/2012

As abelhas estão numa situação crítica, desde 2006, que a sua população tem diminuído com um ritmo alarmante, tanto nos EUA como no resto do mundo, sem que os cientistas consigam determinar a sua causa com precisão.

Os especialistas batizaram o desaparecimento de milhões de exemplares como o Síndrome de Despovoamento das Colmeias (CCD, na sua sigla em inglês). Em muitos casos não foram encontrados os restos das abelhas mortas, já que o abandono da colmeia é a primeira característica do CCD.

Uma descoberta da Universidade estatal de São Francisco (EUA) pode ajudar a esclarecer o porquê do declínio dos enxames dos EUA. Os investigadores descobriram uma espécie de mosca parasitária que, ao injetar os seus ovos na abelha, provoca a morte desta. Antes de morrer, a abelha mostra-se desorientada, como se fosse um zombie e abandona a sua colmeia. A mosca, que foi batizada por Apocephalus borealis, deposita os ovos no abdómen da abelha. Aproximadamente 7 dias depois da sua morte, as larvas saem do seu corpo.

Fonte: Naturlink

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Malária

Posted by BG em 04/10/2009

Mosquito da malária tem gene que o ajuda a resistir à doença e pode ser importante para os humanosParasita Malária

Tirem o ser humano da equação por um momento. O “Anopheles” é o principal hospedeiro do parasita da malária, que se reproduz e multiplica no seu corpo. Sabe-se que o mosquito tem uma reacção imunitária ao “Plasmodium”, mas só agora se provou que um gene é em parte responsável pela resistência à doença. O estudo é publicado hoje na revista Science e pode ter consequências para a prevenção da doença nos humanos também.

“Identificámos o gene a partir do fenótipo [a resposta do mosquito consoante a sua genética] ”, disse ao PÚBLICO Lars Steinmetz, o último autor do artigo, que trabalha no Laboratório Europeu de Biologia Molecular Europeu, na Alemanha. Apesar de ser conhecido desde 2001, só agora ficou comprovada a importância do gene TEP1 na resistência do “Anopheles” ao parasita que causa a malária — e são os mosquitos que o transmitem aos humanos, pela sua picada.

Os investigadores utilizaram o “Anopheles gambie” e o “Plasmodium berghei”, um parasita irmão do da malária humana, que ataca roedores. A equipa tinha identificado uma região no cromossoma 3 do mosquito, onde está o TEP1, e cruzou estirpes com alelos diferentes do TEP1 (com pequenas variações no ADN do gene).

Alguns dos alelos estavam associados à resistência do mosquito à infecção e outros não. Como cada indivíduo tem sempre dois alelos do mesmo gene (um herdado do pai e outro da mãe), para confirmar que o gene era responsável pela resistência, os investigadores conseguiram, em mosquitos com alelos diferentes, bloquear um deles para que a reacção do organismo à infecção pelo parasita só dependesse do outro.

Descobriram então que a proteína produzida por ordem do TEP1 envolve e inutiliza o parasita.

Quando se bloqueava o alelo ineficaz do TEP1, o mosquito conseguia matar mais parasitas. Mas quando era bloqueado o alelo mais eficaz, sobreviviam mais parasitas. Ao silenciar diferents alelos do gene, os cientistas conseguiram uma panóplia de respostas graduais do mosquito.

Fonte: Jornal Público

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