Biologia e Geologia na Escola

Blog de apoio e complemento às aulas de Ciências Naturais – Biologia e Geologia

Posts Tagged ‘Revista Science’

Electrónica à base do grafeno está mais perto da realidade

Posted by BG em 06/02/2012

Os aparelhos electrónicos funcionam à base de transístores, que permitem o sistema binário de zeros e uns que está na base da computação. Ano após ano, o tamanho dos transístores tem diminuído, aumentando a capacidade de aparelhos que fazem tudo e cabem na palma da mão. Mas a luta pela unidade mais pequena continua.

Quando o grafeno surgiu, mostrou ter um grande potencial para a electrónica. Agora um desenvolvimento tecnológico descrito na Science, com toque português, aproximou este sonho da realidade com transístores eficientes à base de grafeno.

Fonte: Jornal Público

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Terá sido o metano a causa das extinções marinhas?

Posted by BG em 29/07/2011

A extinção de cerca de 90 por cento das espécies marinhas e de 70 por cento dos vertebrados ocorrida há 201 milhões de anos terá sido causada, não pelo incremento da actividade vulcânica, mas graças à libertação de uma enorme quantidade de metano na atmosfera, conclui um estudo publicado na revista Science.

Um grupo de investigadores coordenado por Micha Ruhl, da Universidade de Utrecht, na Holanda, defende que a destruição da vida marinha que aconteceu durante o período geológico, altura em que se deu a fragmentação da Pangeia – e que a comunidade científica atribui a alterações de clima – correspondeu antes à libertação de metano para a atmosfera, seguida de uma alteração climática.

Até agora, os estudos apontavam a actividade vulcânica como a causa das alterações de clima que levaram à extinção maciça de espécies marinhas. Teoria que é posta, agora, em questão. De acordo com os investigadores, a libertação de toneladas de metano – um hidrocarboneto em forma de gás incolor – aconteceu durante dez mil a 20 mil anos, durante a extinção da vida marinha no final do período Triásico.

Fonte: Jornal Público

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A Lua tem tanta água no seu interior como a Terra

Posted by BG em 01/06/2011

As rochas extraídas da Lua pelos astronautas da missão Apollo 17 em 1972 ocultavam um segredo: apesar da sua aparência árida, o interior do manto lunar tem tanta quantidade de água como a Terra.

O cientista argentino Alberto Saal, professor associado da Universidade de Brown (EUA) e a sua equipa anunciaram, em 2008 na revista científica Nature, que a Lua ocultava água no seu interior, mas como tinha sido detectada uma quantidade muito escassa de água, muitas vozes críticas se levantaram nessa altura. Agora, foram publicadas novas análises na “Science” que confirmam não só a presença de água, como também mostram que o magma lunar contém 100 vezes mais quantidade de água do que aquilo que eles pensavam.

Fonte: Naturlink

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Cientistas descobrem fóssil de girassol com 50 milhões de anos

Posted by BG em 26/09/2010

Uma equipa de cientistas acredita que o girassol surgiu há 50 milhões de anos na América do Sul, depois da descoberta de um fóssil muito bem preservado, na Patagónia, revela a revista “Science”.

O fóssil foi encontrado em 2002 em rochas ao longo do rio Pichileufu, na Patagónia, Sul da Argentina durante uma “caça aos fósseis” por amadores, explica a revista “Nature” online.

A descoberta sugere que a família Asteracaea – da qual fazem parte o girassol, o dente-de-leão, crisântemo, alface e a margarida – apareceu há 50 milhões de anos, mais cedo do que se pensava, na região onde hoje é a América do Sul.

Segundo o jornal “Daily Mail”, os fósseis que tinham sido encontrados até agora consistiam apenas em alguns grãos de pólen. Ainda assim, estes registos permitiram saber que esta família teve origem num antecessor comum com outras duas famílias – Goodeniaceae e Calyceraceae – que se desenvolveu naquilo que hoje é a Antárctida. Quando a Antárctida começou a arrefecer, este tronco comum migrou para a Austrália e América do Sul. Num período entre há 56 e 23 milhões de anos, este tronco comum subdividiu-se.

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Nasceu a primeira forma de vida artificial

Posted by BG em 21/05/2010

Uma bactéria, comandada por uma molécula de ADN sintético, conseguiu reproduzir-se da forma mais natural. O resultado, publicado na revista Science, tem aplicações e implicações – científicas e filosóficas – ainda em grande parte desconhecidas

Na fotografia, as células, com uns 70 micrómetros de diâmetro, parecem diminutos ovos estrelados com a gema azul. Graças a isso, sabemos que não estamos a olhar para uns microrganismos quaisquer, mas para as bactérias criadas por cientistas no laboratório. Vida artificial, fabricada de raiz num pratinho de vidro, a partir dos seus componentes genéticos elementares.

A nova bactéria foi feita “a partir de quatro frascos de compostos químicos”, gosta de repetir Craig Venter nas entrevistas que tem concedido à imprensa (sob embargo) nos últimos dias. Com os seus colegas, o conhecido “caça-genes” norte-americano acaba de inaugurar oficialmente a “era da biologia sintética”. Cada um desses quatro “frascos”, entenda-se, contém uma das “letras” do “alfabeto” com que se escreve o ADN – A, T, G, C –, as moléculas de base que compõem esse grande livro da vida genético.

A equipa do J. Craig Venter Institute, EUA, já tinha anunciado várias vezes o que vinha aí. Mas na realidade, a sua saga, que começou há mais de 15 anos e custou 40 milhões de dólares, foi pautada, sobretudo desde 2007, por episódios muito excitantes – e também por obstáculos que fizeram os autores temer o fracasso. “Demorou muito mais tempo do que poderíamos ter imaginado”, salienta Venter.

Mas já está – e o nascimento desta primeira forma de vida artificial ficará registado para a posteridade nas páginas da edição de sexta-feira da revista Science (e na Web, desde hoje). “Esta é a primeira célula sintética jamais fabricada”, afirma Venter, “e dizemos que é sintética porque a célula é totalmente derivada de um cromossoma sintético.”

Fonte: Jornal Público

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Mediterrâneo revela primeiros animais que vivem sem oxigénio

Posted by BG em 10/04/2010

Está provado. Há animais em locais da Terra que vivem sem oxigénio. Cientistas italianos olharam para o fundo do Mediterrâneo e descobriram três espécies que respiram sem a nossa molécula vital.

A descoberta foi publicada na revista de acesso livre BMC Biology. As espécies pertencem a um dos filos do Reino animal menos conhecidos, os Loricifera. São seres que mal atingem um milímetro, têm um corpo mole protegido por uma concha especial e que foram descobertos há poucas décadas.

“É um mistério muito grande como é que estes seres vivem sem oxigénio porque até agora pensávamos que só as bactérias pudessem fazer isto”, disse à BBC News Roberto Donovaro, da Universidade de Ancona, em Itália.

O investigador fez parte de uma equipa que na última década realizou três expedições a L’Atalante, uma região na base do Mediterrâneo que fica a 3,5 quilómetros de profundidade e a 200 quilómetros da costa Oeste da ilha de Creta, na Grécia.

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O Delta do Nilo Está a Afundar

Posted by BG em 26/03/2010

Habitantes poderão ter de abandonar região.

O Egipto celebra, este ano, o 50º aniversário do início da construção do Aswan High Dam – uma maravilha da engenharia que, segundo alguns cientistas, poderá contribuir para uma catástrofe ambiental e levar milhões de habitantes a abandonar o delta, explica a última edição da «Science».

O Aswan High Dam é uma das maiores represas do mundo, no Nilo, no sul do Egipto, construída para controlar a água, armazená-la para tempos de seca e está equipada para fornecer energia hidroeléctrica.

O pior que está a acontecer é a erosão costeira, a subsidência (processo de rebaixamento da superfície terrestre, com amplitude regional a local, por causas tectônicas) e a compactação do solo delta. Durante milhares de anos, o rio Nilo tem, de certa forma, compensado por esses processos naturais, através da apresentação de sedimentos e água fresca.

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Arma Contra Bactéria Resistente a Antibióticos

Posted by BG em 26/01/2010

Faz lembrar a medicina mágica do Star Trek, mas é bem real: uma equipa internacional, com cientistas portugueses, desenvolveu um método para fazer o retrato genético completo das bactérias Staphylococcus aureus resistentes à meticilina (as temidas bactérias resistentes a múltiplos antibióticos, contraídas em meio hospitalar, conhecidas pela sigla MRSA).

Consegue-se identificar não só a história da epidemia, os saltos que as bactérias deram entre continentes, como a viagem que fazem de pessoa para pessoa, de enfermaria para enfermaria.

O trabalho é relatado hoje, na revista Science, e tem na verdade duas partes. Uma tem por base a biblioteca de amostras de MRSA do Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB), em Oeiras, explicam Hermínia de Lencastre e Susana Gardete, co-autoras do estudo, a partir de Nova Iorque, da Universidade Rockefeller, a sua outra filiação.

Fonte: Jornal Público

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A Nossa Mais Antiga Antepassada

Posted by BG em 05/10/2009

ArdiApresento-vos a Ardi, a nova mais antiga antepassada dos Homens 

 Há muito, muito tempo, a região de Afar, no que é hoje a Etiópia, perto da actual aldeia de Aramis, 230 quilómetros a nordeste da capital Addis Abeba, era um autêntico paraíso. Uma paisagem de floresta esparsa, onde corriam cascatas de água doce, com zonas densamente arborizadas, mas também com grandes extensões de pradaria. Na floresta havia palmeiras, abundavam as figueiras e os lódãos. Era um mundo povoado de caracóis, mochos, papagaios e pavões – e ainda de ratos, morcegos, ouriços-cacheiros, hienas, ursos, porcos, rinocerontes, elefantes, girafas, macacos e antílopes. Também aí, entre os seus, vivia Ardi, uma fêmea de hominídeo primitivo. Pesava uns cinquenta quilos e media cerca de um metro e vinte. Vivia em grupo, criava os filhos e foi aí que morreu… há 4,4 milhões de anos.

O primeiro fragmento dos seus restos fossilizados – um molar – foi descoberto há 17 anos por Gen Suwa, da Universidade de Tóquio, e anunciado em 1994 na revista Nature. A seguir, entre 1994 e 1997, o resto do esqueleto (só parcialmente recuperado), em mau estado e muito fragilizado e disperso, com o crânio esmagado, foi minuciosamente libertado pelos paleontólogos dos sedimentos onde se encontrava prisioneiro. Mais de 125 fragmentos ósseos de Ardi foram assim postos a nu: crânio, dentes, braços, mãos, pélvis, pernas, pés. E também ossos de pelo menos mais 36 indivíduos da mesma espécie que esta fêmea de Ardipithecus ramidus, deste “símio do chão” (ardi, em Afar, significa “chão”). E ainda milhares de ossos de dezenas de animais e de plantas, que permitiram reconstituir, com um pormenor sem precedentes, o habitat de Ardi e dos seus congéneres.

Fonte: Jornal Público

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Malária

Posted by BG em 04/10/2009

Mosquito da malária tem gene que o ajuda a resistir à doença e pode ser importante para os humanosParasita Malária

Tirem o ser humano da equação por um momento. O “Anopheles” é o principal hospedeiro do parasita da malária, que se reproduz e multiplica no seu corpo. Sabe-se que o mosquito tem uma reacção imunitária ao “Plasmodium”, mas só agora se provou que um gene é em parte responsável pela resistência à doença. O estudo é publicado hoje na revista Science e pode ter consequências para a prevenção da doença nos humanos também.

“Identificámos o gene a partir do fenótipo [a resposta do mosquito consoante a sua genética] ”, disse ao PÚBLICO Lars Steinmetz, o último autor do artigo, que trabalha no Laboratório Europeu de Biologia Molecular Europeu, na Alemanha. Apesar de ser conhecido desde 2001, só agora ficou comprovada a importância do gene TEP1 na resistência do “Anopheles” ao parasita que causa a malária — e são os mosquitos que o transmitem aos humanos, pela sua picada.

Os investigadores utilizaram o “Anopheles gambie” e o “Plasmodium berghei”, um parasita irmão do da malária humana, que ataca roedores. A equipa tinha identificado uma região no cromossoma 3 do mosquito, onde está o TEP1, e cruzou estirpes com alelos diferentes do TEP1 (com pequenas variações no ADN do gene).

Alguns dos alelos estavam associados à resistência do mosquito à infecção e outros não. Como cada indivíduo tem sempre dois alelos do mesmo gene (um herdado do pai e outro da mãe), para confirmar que o gene era responsável pela resistência, os investigadores conseguiram, em mosquitos com alelos diferentes, bloquear um deles para que a reacção do organismo à infecção pelo parasita só dependesse do outro.

Descobriram então que a proteína produzida por ordem do TEP1 envolve e inutiliza o parasita.

Quando se bloqueava o alelo ineficaz do TEP1, o mosquito conseguia matar mais parasitas. Mas quando era bloqueado o alelo mais eficaz, sobreviviam mais parasitas. Ao silenciar diferents alelos do gene, os cientistas conseguiram uma panóplia de respostas graduais do mosquito.

Fonte: Jornal Público

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